segunda-feira, 4 de julho de 2011

NÃO TENTE DESPERTAR EM MIM, O QUE VOCÊ NÃO CAUSA EM MIM.

Eu sou assim mesmo. Urgente e exagerada. Sinto e sinto muito. Do contrário, sinto nada. Não existe mais ou menos. Médio. Morno. Pra mim, não existe quase. Talvez ou quem sabe. Eu não sei maquiar a verdade. Não acredito em contos de fadas e não como manga com leite. Carrego meus sonhos no bolso. Às vezes, as menores coisas fazem toda a diferença. Os detalhes para mim, dizem e valem muito mais que grandes feitos, efeitos e histórias. Eu não sou de grandes manifestações e nem de muito sorriso grátis. Eu sou mais do tipo observadora e calada. Mas isso, só vale mesmo para quem eu não conheço. Muitos chamam de antipatia. Eu chamo de verdade. Ser educada com todos, é obrigação. Ser uma festa ambulante e amiga de infância com quem não conheço, não é não. Ser assim me vale alguns comentários mentirosos ao meu respeito e ser excluída de certas coisas. Mas, eu não posso ser de um jeito com cada um que conheço. Eu não sei me fingir de mega amiga. Tão pouco sorrir verdadeiramente para alguém que não me causa isso. Às vezes eu queria ser de outro jeito. É mais fácil, ser fácil, quando o assunto é agradar os outros. Se explicar, cansa. Magoa. Dói. Mais ainda assim, eu prefiro. Ser assim, não é uma escolha. Não é como escolher uma fruta na feira. Sou eu, minha essência e meus princípios. Eu não vou mentir pra ser legal. Não vou dizer que concordo se não concordo.Eu falo o que eu sei. Eu não invento ou aumento. Eu odeio fofoca e intrigas. Por isso, não me rotule. Eu tenho o tamanho das minhas vontades e uma fé que vai além de mim.

P.S:Eu escrevi uma vez “NÃO TENTE DESPERTAR EM MIM, O QUE VOCE NÃO CAUSA EM MIM e acho realmente, que foi o melhor resumo que fiz de mim.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

“Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais.” Martha Medeiros

É engraçado como algumas coisas acontecem. Como a primeira vez que encontramos as pessoas, que hoje são nossos amigos. As histórias que os namorados babacas que tivemos um dia nos contaram e ingenuamente, acreditamos. As muitas vezes que somos citados como bandidos, quando na verdade, somos os mocinhos. E até mesmo a mágica que só nos vemos, quando conhecemos nosso grande amor. A vida é tão perfeita que dá até medo. Porque acontecem muitas coisas ruins na vida da gente para que o melhor aconteça e perceber isso, infelizmente, pode levar muito tempo. Então, toda vez que o chão parecer sumir, o universo parecer conspirar contra você, lembre-se se de todos os momentos tristes que já teve. Não. Não é terapia da tortura. Lembre-se sim, de todas às vezes que você chorou até dormir. Lembre-se de toda a dor e daquele buraco que parece brotar em nosso peito. Lembre-se de todas às vezes, que você pensou que não ia conseguir e que não ia dar certo. Lembre-se que muitas vezes não deu certo mesmo e que você não conseguiu. Faça um flashback de todo seu sofrimento e logo depois pare. Respire fundo. Pense lentamente que você sobreviveu ao que não foi como você queria, porque de alguma maneira foi e que você não morreu e nem morrerá por isso. Lembre-se de todas as vitórias. Todos os sorrisos. Abraços. Amigos. Família (não quando estão em dias de família Adams). Lembre-se de quando chorou de tanta felicidade. Lembre-se que não importa o quanto difícil possa parecer. O quão triste e dolorido seja, vai passar. Pode ser rápido. Pode demorar um pouco. Se não sumir completamente, vai doer de um jeito mais suportável. Porque o mundo não vai parar, para que você reconstrua seu coração, já dizia o poeta. A gente é que tem seguir em frente. Um passo de cada vez e sem armas na mão. Porque dá vontade mesmo de fazer justiça muitas vezes. De gritar. De berrar. Mas sabe, não vale a pena. Ficar triste faz parte. Ser triste é que não faz!

terça-feira, 10 de maio de 2011


Eu conheço bem a solidão. Sei bem como ela se disfarça de alegre nos dias em que é preciso sorrir. Sei alguns segredos sobre o amor. Algumas verdades sobre quem diz não errar e alguns poucos medos que fazem a gente chorar. Eu sei. Sei também, que às vezes o que sentimos não vai ser levado em consideração. Pelo menos, não como se deve. Ainda assim, não devemos nos calar e aceitar. A verdade, por mais feia que seja, é a verdade e eu sou total a favor dela. Então, não me conte uma mentira bonita, só pra não me fazer chorar. Eu sinto cheiro de fingimento à distância. Tenho um radar que detecta maldade. Não pense que não sinto muito. Sinto e muito. Tudo poderia ser tão menos dramático. Mais fácil. Mais simples. Mas, talvez a simplicidade, não nos traga tanto aprendizado e por isso, tanta coisa se faça de complicado. Não tenho uma solução guardada na bolsa. Nem uma resposta na ponta da língua. Mas, meu caráter não dorme. Tão pouco, se desliga. Para mim o certo é o certo. Não importa de quem venha ou de quem seja. Se você quer fazer guerra, traga um bom texto decorado. Não tente me convencer com frases de livros de auto-ajuda ou me sensibilizar com alguma história triste. Não vou cair. Não vou ceder. Não porque sou mais forte ou mais bonita. Mas porque, eu só hastio a bandeira para quem e para que eu acredito. E eu, definitivamente, não acredito em você.

(Eu dedico este texto, para todos aqueles que como eu, tem que aguentar surtos psicóticos e mentiras deslavadas.)


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Alguns anos. Muitos sonhos. Pouco tempo. Era assim, a vida naquele dia que insistia em se arrastar e gritar bem alto. A sua cor, era cinza. O sol pediu licença logo cedo e se manteve ausente. Os caminhos pareciam infinitos demais. Não daria tempo de chegar a nenhum lugar. Nestes dias que somos pouco, o nada vira muito. Parece até que é, de tão bem que se disfarça. Chegamos até a acreditar. Às vezes, tudo vai ficar horrível mesmo. Você vai se sentir sozinha. Vai pensar que é um castigo dos céus. Vai chorar até não ter mais lágrimas. Vai perder a voz. O senso. O rumo. Vai amaldiçoar o mundo. Vai até, desejar não ter nascido. Nada e nem ninguém, vai fazer sentido. Vai faltar a voz. A vontade. A verdade. Parece até possível tocar o fim. Mas, acredite, não vale a pena arrastar vida fora o que dói. É preciso abrir mais espaço, até mesmo para dor. Às vezes, é preciso abraçar medos e saudades. Fazer as pazes com os sonhos não realizados. Tirar as fotos velhas da gaveta. Esquecer aquele aniversário. Apagar pessoas da sua vida. A tristeza sempre vai ficar rondando. Esperando um vacilo, ainda que mínimo, para se instalar. O que gente precisa mesmo, é não ter medo de seguir em frente. Por mais que a nossa vontade seja de nada. Por mais que faltem suspiros. Por mais que seja menos. Viver exige, hora ou outra, uma mentira bonita contada pra gente. Pra gente não ter, toda hora, que contar uma verdade feia pro mundo.
(be happy)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Hoje é dia dele. Que dispensa palavras. Que tem todo meu coração.

(amo você Alê Damin. Amo e sem fim. Parabéns)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


Qualquer dia desses, pode ser primeiro dia da sua nova vida e talvez você tenha que vestir seu melhor sorriso e não chorar. Neste dia talvez, você acorde mais cedo e olhe para o lado oposto. Talvez lá, você encontre as respostas que faltam no silêncio enlouquecedor que você insiste em manter, toda vez que a resposta é longa demais. Decore-o e finja que ele a conforta. Como finge que é feliz. Como finge que não dói não saber. Finge que quer, mesmo sem querer. Finge que é, mesmo sem o ser. De tanto fingir, acredita. De tanto, nada. A vida segue. Os dias passam. Qualquer vida. Qualquer jeito. Quem sabe amanhã, será o primeiro dia da sua nova vida e talvez você tenha que vestir seu melhor choro e não sorrir.
(Ás vezes, é preciso ser de verdade. Só pra variar.)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sou alguém melhor no dia seguinte. A vontade que insiste. Uma mistura de sonhos e medos. De fé e de força. Sou a palavra não dita. Sou o meu maior segredo. Sou o grande amor que existe em mim. Minha cabeça funciona sem que eu queira. Meus pensamentos não estacionam e isso me dói.Eu sou assim, aflita. De tudo. Tenho pressa. Nada passa despercebido por mim. Nada. Isso me mata às vezes. E eu vou indo. Um curativo aqui. Um choro calado ali. Um abraço apertado de amiga acolá. O seu beijo sempre. E eu, não me entendo. Não entendo nada. Não entendo os seres que se dizem humanos. Daí, entendo tudo. Fico com uma felicidade que não cabe no peito, a seguir uma tristeza que não cabe no mundo. Mas, viver ainda continua a ser um presente. Eu e um amor enorme. Sinto mesmo. Ele deixa o que não sinto mais bonito. Ele torna minha vida mais fácil. Mais doce. (sem necessidade de controle). Me torna tão forte, que nem acredito. Tão forte, que não me vejo sem isso. Tão bom, que não quero que acabe. Só me encontro quando sinto. Nem sempre estou lá, quando sei.
(feliz ano novo)